Artigo


O que todo executivo deve saber

Ser executivo é bom, mas ser feliz na sua vida como um todo é melhor ainda.

Como conjugar estes dois universos aparentemente contraditórios e que muitas vezes parecem estar tão distantes?

Sabe-se que o trabalho pode ser sinônimo de realização pessoal, mas ele não deve ocupar a vida da pessoa como um todo, pois além desta temos outras necessidades que devem ser preenchidas, como a nossa necessidade emocional, por exemplo.

Afinal, quem só vive de dinheiro? Quantos atingem o auge de suas carreiras, mas não têm com quem dividir verdadeiramente suas conquistas.

O homem , infelizmente, é visto atualmente por muitas empresas sob uma perspectiva financeira: gerar cada vez mais lucros.

Em nome dos lucros são dadas algumas regalias como carros, viagens, academia dentro da empresa, sessões de massagem, acupuntura, entre outras. Mas, as pessoas esquecem que entre estas vantagens falta a principal: o tempo para você ter sua vida pessoal.

Com a globalização é muito comum hoje em dia, as pessoas estarem em plenas férias, mas acessando seus e-mails do escritório ou resolvendo problemas pelo celular. Muitos confundem produtividade com horas contínuas de trabalho incessante. Mas, o que a maioria não se dá conta é que quando entram nesta loucura pelo TER (status, projeção,etc) acabam deixando de SER eles mesmos.

Constroem-se castelos de areia, pois aquilo que chamam de felicidade se resume a bens materiais. E quando chega a tão temida aposentadoria, lá se vão os sonhos. Aquele papel com o qual se identificara durante toda a sua vida se transforma em poucos segundos em cinzas.

Quem sou eu? O Presidente, o Diretor, o CEO, o Gerente? Não..... ninguém mais me conhece e muito menos eu mesmo.

Procuram o amor, o carinho, o respeito e chegam à conclusão que talvez jamais investiram neste ativo. E aí vem a frustração e a temível depressão.

Se aprendemos a administrar o tempo para o nosso trabalho, também devemos racionalizá-lo oferecendo a nós mesmos condições saudáveis para vivermos em completude. E isto só pode ser obtido através do auto-conhecimento, avaliando não só suas condições técnicas, mas também afetivas e emocionais, pois para que haja um equilíbrio em nossa vida, temos que representar nossos vários papéis: o profissional, o pai, o marido, o filho, o amigo.....

Você já parou para avaliar a quantas anda seu estresse? Quando foi o último final de semana que você realmente relaxou. O quanto seu trabalho incessante não é uma forma de preencher algo mais profundo: sua carência, seu vazio interno?

Quantas vezes você associa a sua felicidade aos seus bens? Pare agora....e pergunte honestamente...o que eu gostaria de fazer e não faço......o que gostaria de estar compartilhando ou recebendo e por falta de tempo não tenho.....

É hora de parar e refletir, antes que a vida nos pare seja por uma doença física ou psíquica. Afinal, todos nós temos limites e se não aprendermos a respeitarmos a nós mesmos ninguém fará isto por nós.

Por isto lembre-se que, conhecer a si mesmo é o maior ativo que o homem pode aplicar em prol de si mesmo.