Que a luz do Mestre Jesus incida sobre todos vocês.

Queridos irmãos, a luta por posses e por arrecadação de tesouros e bens materiais é cada vez mais presente na sociedade. Mal sabem, caros irmãos, o poder que o tesouro tem de angariar recursos para escassear a fome e as doenças no mundo, tal é a fonte de recursos e importância que um grande tesouro pode proporcionar a todo aquele que o possuir. Arrecadar bens, meus amigos, é arrecadar pregos para a construção de um caixão. Ou seja, é conquistar apenas um pedaço de ferro que poderia ser utilizado para construir grandes estruturas, beneficentes, de caridade, de auxílio ao próximo, mas que, guardados, esses recursos apenas tornam-se inúteis à população, sob a égide egoística daquele que os possui, unicamente para apresentar-se à sociedade como rei do ouro, ou sultão espalhafatoso e elegante, portando anéis e diamantes caríssimos, ostentando a sua riqueza e zombando do pobre desafortunado que mendiga por migalhas de pão. Enquanto uns ostentam riqueza, outros procuram um único pedaço de pão para matar a fome do filho que agora se arrependem de terem colocado no mundo para sofrer. Que lástima, caros irmãos, ouvir o pobre gemer de frio enquanto os milionários acendem suas fogueiras nas gigantes lareiras, sob o conforto do chocolate quente e cobertor.

Estamos na era do egoísmo, da opulência e da falta de caridade. Estamos nos tempos da avareza e da riqueza inútil e sem finalidade. Necessitamos de mais amor e mais compartilhamento dos bens de forma a proporcionar ao pobre a oportunidade de crescer, por merecimento. A quem muito é dado, muito será cobrado. Àquele que nega o pão, um dia o mesmo poderá lhe faltar à mesa.

Estejam cientes, caros irmãos, que os tempos são findos em que encontrarão desgraças espalhadas pelas ruas através de farrapos amortalhados, prontos para desistirem da vida. Os tempos são chegados em que a dor e a humilhação tenderão a acabar. E ai daquele que se negar a oferecer a mão que acalenta e acaricia o rosto do irmão pobre, apenas porque ele veste farrapos. Serão medidos por seus atos de caridade e compaixão. Serão avaliados na alma pelo seu egoísmo e avareza. Serão cobrados por cada centavo gasto inutilmente de sua fortuna conquistada a preço do suor do trabalhador honesto. Tendes a ciência de que a responsabilidade por muito dinheiro possuir é a de justamente o bem propiciar à humanidade, criando oportunidades de crescimento moral ao detentor, e social ao meio humanitário em que vive.

Tendes fé e sejam pacientes. Pois todo aquele que no erro persistir, será julgado pelo julgo implacável da Lei maior.
Permaneçam firmes na fé e na verdade, no amor e na caridade.

Que assim seja.

Autor: Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Local e data: São Paulo, 09/05/2016
Canal: Fernando