Sobre o amor e a possessividade

Os seres humanos são muito possessivos. Querem suprir suas carências e seu ego como se completassem um copo com água. Que tal se essa água de que tanto falam e querem se nutrir, for uma água de amor fraterno, e não de suprimento de uma necessidade? Quanto mais se necessita de água, mais água é necessária para a planta não morrer. Tornar-se independente da água, faz com que a planta aprenda a produzir sua própria água para se nutrir. E assim ela se torna verdadeiramente livre para compartilhar dos seus atributos com quem quiser. Seja água. Liberte-se da necessidade do TER alguém. Seja o seu próprio atributo. Não percebe que muitas das provações que passa no amor são simplesmente um exercício de amor próprio? Como pode esperar alguém suprir o amar, se mal consegue olhar-se com a confiança de que é um ser admirável e autossuficiente? És amor. E és suficiente para si. Não se olhe no espelho querendo ser perfeito para alguém. Seja quem você quer ser para si. Isso só já basta e é o essencial. Lembre-se da máxima daquele grande escritor que encantou o mundo: o essencial é invisível aos olhos. Sinta-se feliz por todo o entendimento que possui, pois está fora dos padrões de uma sociedade cega pelas ilusões da matéria que este mundo ainda proporciona. Seja livre dos pensamentos do mundo. Sutilize sua força de vontade e aceite que é perfeito para si e conforme aceitou e concordou em ser. E trabalhe nas suas qualidades de perfeição em aprendizado. Pois o ser em si é perfeito, mas carente de perceber isso por si só.

Regue a sementinha que brota em seu coração. A sementinha do amor incondicional, por si e pelo próximo… Regue… Regue… Regue…

Autor: Espírito amigo
Local e Data: São Paulo, 09/08/2016
Canal: Fernando

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